Bitola por corrente, comprimento e queda de tensão – 127/220 V e CC
A bitola do fio precisa cumprir duas condições: aguentar a corrente do disjuntor (IEC 60364-5-52, base da NBR 5410) e manter a queda de tensão no limite, 4 % nos circuitos terminais. A calculadora verifica as duas para cobre em 127/220/380 V ou 12/24/48 V e converte diâmetro em mm².
Para 20 A a 30 m em 127 V você precisa de 6 mm²: o fio de 2,5 mm² aguenta a corrente, mas a queda de tensão seria de 6,7 % em vez de no máximo 4 %. A tabela vai de 10 a 63 A e de 10 a 100 m em 220 V; a calculadora aceita também trifásico, 12/24/48 V e o método de instalação.
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| Disjuntor | 10 m | 20 m | 30 m | 50 m | 100 m |
|---|---|---|---|---|---|
| 10 A | 1,5 mm² | 1,5 mm² | 1,5 mm² | 2,5 mm² | 6 mm² |
| 13 A | 1,5 mm² | 1,5 mm² | 2,5 mm² | 4 mm² | 6 mm² |
| 16 A | 1,5 mm² | 1,5 mm² | 2,5 mm² | 4 mm² | 10 mm² |
| 20 A | 2,5 mm² | 2,5 mm² | 2,5 mm² | 6 mm² | 10 mm² |
| 25 A | 4 mm² | 4 mm² | 4 mm² | 6 mm² | 16 mm² |
| 32 A | 4 mm² | 4 mm² | 4 mm² | 10 mm² | 16 mm² |
| 40 A | 6 mm² | 6 mm² | 6 mm² | 10 mm² | 25 mm² |
| 50 A | 10 mm² | 10 mm² | 10 mm² | 16 mm² | 25 mm² |
| 63 A | 16 mm² | 16 mm² | 16 mm² | 16 mm² | 35 mm² |
S = 2 × L × I / (56 × ΔU) em monofásico (√3 no lugar de 2 em trifásico); além disso, a capacidade do fio precisa ser maior que a do disjuntor.
6 mm², com queda de 2,8 %. Em 220 V bastam 2,5 mm².
Com 20 A, 14,3 V, ou 6,5 % – acima dos 4 %.
6 mm² com disjuntor de 40 A (queda de 1,8 %).
Um fio rígido de 2,5 mm² tem 1,78 mm de diâmetro.
A escolha correta da seção transversal de cabos elétricos é um dos fatores mais importantes em qualquer instalação elétrica. Um cabo subdimensionado pode causar superaquecimento, quedas de tensão excessivas e até incêndios, enquanto um cabo superdimensionado representa desperdício desnecessário de recursos. Nossa calculadora de seção de cabo foi desenvolvida para ajudar eletricistas, engenheiros e proprietários a tomar a decisão certa de forma rápida e confiável.
Em circuitos elétricos, a seção transversal do cabo determina sua capacidade de conduzir corrente com segurança. Quando um cabo tem seção insuficiente, sua resistência elétrica aumenta, gerando calor e causando queda de tensão ao longo do percurso. Esse fenômeno é especialmente crítico em instalações com longos trechos de cabos — como em galpões industriais, sítios rurais ou sistemas fotovoltaicos.
A norma brasileira ABNT NBR 5410, que regulamenta instalações de baixa tensão e é baseada na IEC 60364, limita a queda de tensão admissível; nos circuitos terminais o limite é de 4 %, e por isso a calculadora usa 4 % como valor padrão no Brasil. Calcular corretamente é, portanto, uma exigência técnica e legal.
Nossa calculadora é intuitiva e não exige conhecimento técnico avançado. Siga os passos abaixo:
Após preencher os campos, o resultado exibe a corrente, o disjuntor, a seção pela capacidade de corrente e a seção pela queda de tensão, a seção recomendada (a maior das duas), a queda de tensão em % e em volts e o comprimento máximo para essa seção.
O cálculo da seção transversal é baseado na seguinte equação fundamental:
S (mm²) = (2 × L × I × cos φ) / (γ × ΔU)
Onde: L é o comprimento de ida do cabo em metros, I é a corrente em ampères, γ é a condutividade do cobre (56 m/(Ω·mm²)) e ΔU é a queda de tensão máxima em volts. Em sistemas trifásicos, substitui-se o coeficiente 2 por √3. Nossa calculadora aplica automaticamente a fórmula correta conforme o tipo de sistema selecionado e ainda verifica se a capacidade de corrente do fio é maior que a do disjuntor.
Imagine que você precisa alimentar um chuveiro elétrico de 5.500 W a 220 V, com um percurso de cabo de 15 metros. A corrente será de 25 A, com disjuntor de 25 A. A queda de tensão não é o problema aqui: o que decide é a capacidade de corrente, pois o fio de 2,5 mm² em eletroduto suporta apenas 24 A. O resultado é 4 mm², com queda de 1,5 %. Um chuveiro de 7.500 W já puxa 34,1 A e pede disjuntor de 40 A e fio de 6 mm².
Em uma fábrica, um motor elétrico trifásico de 15 kW opera a 380 V, distante 80 metros do quadro de distribuição. Com cos φ de 0,85, a corrente nominal é de 26,8 A e o disjuntor de 32 A. Com queda máxima de 4 %, o cálculo resulta em seção de 6 mm², definida pela capacidade de corrente; a queda fica em 2,5 %. A corrente de partida do motor e possíveis ampliações futuras devem ser avaliadas à parte.
Em um sistema solar off-grid com tensão de 48 V CC e corrente de 25 A, com 15 metros de cabo entre os painéis e o inversor, a calculadora indica 10 mm² para uma queda máxima de 4 % (queda real de 2,8 %). Se a meta for no máximo 1 % para garantir eficiência máxima do sistema, a seção sobe para 35 mm².
O cabo de cobre é o mais utilizado em instalações residenciais e comerciais no Brasil, pois possui maior condutividade elétrica, maior resistência mecânica e é mais fácil de conectar. O cabo de alumínio é mais leve e mais barato por metro, sendo largamente utilizado em redes de distribuição aérea e em instalações industriais de grande porte. Para a mesma capacidade de condução, o alumínio precisa de uma seção maior que o cobre. Nossa calculadora trabalha somente com condutores de cobre; os resultados não valem para alumínio.
As seções nominais disponíveis comercialmente seguem a norma IEC 60228: 1,5 mm² (iluminação), 2,5 mm² (tomadas de uso geral, o mínimo exigido pela NBR 5410 para circuitos de tomadas), 4 mm² (ar-condicionado, lavadora), 6 mm² (chuveiro, forno elétrico), 10 mm², 16 mm², 25 mm² e superiores para cargas industriais e alimentadores principais. A calculadora trabalha de 1,5 a 50 mm² e sempre arredonda para a seção padronizada imediatamente superior ao valor calculado.
A calculadora funciona para instalações monofásicas e trifásicas em corrente alternada (127, 220 e 380 V) e para corrente contínua (CC) de 12, 24 e 48 V, sempre com condutores de cobre de 1,5 a 50 mm². Ela é útil para residências, comércio, indústria e sistemas de energia solar. Para projetos de grande complexidade, recomenda-se complementar com uma análise detalhada por um engenheiro eletricista habilitado.
Um cabo subdimensionado terá resistência maior, gerando calor excessivo que pode danificar o isolamento, causar curto-circuito e até incêndio. Além disso, a queda de tensão elevada reduz a eficiência dos equipamentos e pode danificar aparelhos sensíveis como computadores e equipamentos industriais de precisão.
A fórmula padrão utilizada considera o percurso total (ida e volta) do cabo, ou seja, o comprimento inserido deve ser a distância física entre a fonte e a carga — não o dobro. Nossa calculadora já considera esse fator automaticamente no coeficiente 2 da equação (√3 em trifásico).
Recomenda-se revisar o dimensionamento sempre que houver ampliação significativa de cargas, troca de equipamentos ou em instalações com muitos anos de uso. Instalações antigas podem estar subdimensionadas em relação à demanda atual, representando risco à segurança.
O tipo de instalação, sim: você escolhe o método (A2, B1, B2, C ou E). Já a temperatura é fixa em 30 °C, com cobre, isolação de PVC e circuito não agrupado. Para temperaturas mais altas ou vários circuitos no mesmo eletroduto, aplicam-se fatores de correção conforme a NBR 5410, que a calculadora não inclui. Os valores são de referência pela IEC 60364-5-52, base da NBR 5410, e a instalação deve ser feita por um eletricista habilitado.