Colesterol LDL pela fórmula de Friedewald, não HDL e metas por risco da diretriz brasileira
Com colesterol total 200 mg/dL, HDL 50 mg/dL e triglicerídeos 150 mg/dL, o LDL pela fórmula de Friedewald dá 120 mg/dL: LDL = total − HDL − triglicerídeos ÷ 5. O VLDL é 30 mg/dL e o colesterol não HDL, 150 mg/dL. De 400 mg/dL de triglicerídeos para cima a fórmula não vale.
Com colesterol total 200 mg/dL e HDL 50 mg/dL, o LDL pela fórmula de Friedewald dá 120 mg/dL quando os triglicerídeos estão em 150, 130 mg/dL com triglicerídeos 100 e 100 mg/dL com 250: LDL = total − HDL − triglicerídeos ÷ 5. De 400 mg/dL de triglicerídeos para cima a fórmula não vale e a diretriz de 2025 indica Martin/Hopkins ou a dosagem direta.
| Meta de LDL por risco | mg/dL | mmol/L | Atingiu? |
|---|
Metas da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 (SBC). Quem define a sua classe de risco e a meta certa é o médico; este resultado é uma estimativa e não substitui a consulta.
| Triglicerídeos | LDL (mg/dL) | LDL (mmol/L) |
|---|---|---|
| 50 mg/dL | 140 | 3,62 |
| 100 mg/dL | 130 | 3,36 |
| 150 mg/dL | 120 | 3,10 |
| 200 mg/dL | 110 | 2,84 |
| 250 mg/dL | 100 | 2,59 |
| 300 mg/dL | 90 | 2,33 |
| 350 mg/dL | 80 | 2,07 |
Pela fórmula de Friedewald: LDL = colesterol total − HDL − triglicerídeos ÷ 5, com tudo em mg/dL. Com total de 200, HDL de 50 e triglicerídeos de 150, o LDL é 200 − 50 − 30 = 120 mg/dL. Em mmol/L a divisão dos triglicerídeos é por 2,2 em vez de 5. A calculadora acima aceita as duas unidades e converte sozinha.
LDL = colesterol total − HDL − triglicerídeos ÷ 5, publicada por Friedewald, Levy e Fredrickson em 1972 e ainda usada pela maioria dos laboratórios brasileiros. A divisão por 5 é a estimativa do VLDL a partir dos triglicerídeos. Ela deixa de valer com triglicerídeos de 400 mg/dL para cima, quando essa proporção fixa passa a subestimar o LDL.
No Friedewald, VLDL = triglicerídeos ÷ 5 em mg/dL, ou triglicerídeos ÷ 2,2 em mmol/L. Com triglicerídeos de 150 mg/dL, o VLDL é 30 mg/dL. É justamente esse valor que entra na conta do LDL, e por isso os dois aparecem juntos no laudo. Acima de 400 mg/dL de triglicerídeos a proporção deixa de ser confiável.
A meta depende da classe de risco. Pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025: risco extremo abaixo de 40 mg/dL, risco muito alto abaixo de 50, risco alto abaixo de 70, risco intermediário abaixo de 100 e risco baixo abaixo de 115. Quem enquadra a pessoa numa dessas classes é o médico, a partir de idade, pressão, diabetes, tabagismo e história cardiovascular.
Os triglicerídeos entram na conta do LDL: quanto mais altos, maior o VLDL estimado e menor o LDL calculado, mantidos o total e o HDL. Com total 200 e HDL 50, o LDL vai de 130 mg/dL com triglicerídeos de 100 para 100 mg/dL com triglicerídeos de 250. Por isso um LDL calculado com triglicerídeos altos merece ser conferido.
Com triglicerídeos de 400 mg/dL (4,52 mmol/L) para cima, quando a estimativa do VLDL como triglicerídeos ÷ 5 passa a subestimar o LDL. A diretriz de 2025 indica então a equação de Martin/Hopkins, que usa um divisor variável, ou a dosagem direta do LDL no laboratório. A calculadora avisa assim que o valor informado cruza esse limite.
É o colesterol total menos o HDL — com total de 200 e HDL de 50, são 150 mg/dL. Ele reúne todas as frações ligadas à aterosclerose, não só o LDL, e tem uma vantagem prática: como não usa os triglicerídeos numa fórmula, continua confiável quando eles estão altos, exatamente nos casos em que o Friedewald falha.
As duas calculam o LDL a partir dos mesmos três exames. O Friedewald divide os triglicerídeos por um 5 fixo; o Martin/Hopkins usa um divisor que varia conforme os níveis de triglicerídeos e de colesterol não HDL, consultado numa tabela. A diferença é pequena na faixa comum e cresce com triglicerídeos altos, que é onde o Martin/Hopkins é preferido.
Na maioria dos laboratórios o LDL não é dosado diretamente: ele é calculado a partir dos outros três valores do perfil lipídico. A fórmula de Friedewald, publicada em 1972, é LDL = colesterol total − HDL − triglicerídeos ÷ 5, com tudo em mg/dL. Com total de 200, HDL de 50 e triglicerídeos de 150, o LDL é 200 − 50 − 30 = 120 mg/dL. A divisão dos triglicerídeos por 5 é justamente a estimativa do VLDL, que nesse exemplo dá 30 mg/dL.
A meta de LDL não é um número único: ela depende do risco cardiovascular de cada pessoa. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, trabalha com cinco classes.
| Classe de risco | Meta de LDL |
|---|---|
| Risco extremo | abaixo de 40 mg/dL |
| Risco muito alto | abaixo de 50 mg/dL |
| Risco alto | abaixo de 70 mg/dL |
| Risco intermediário | abaixo de 100 mg/dL |
| Risco baixo | abaixo de 115 mg/dL |
Quem enquadra o paciente numa dessas classes é o médico, a partir de idade, pressão, diabetes, tabagismo, doença renal e história de evento cardiovascular. A calculadora marca apenas quais metas o valor calculado alcança.
A estimativa do VLDL como triglicerídeos ÷ 5 vale enquanto os triglicerídeos estão em faixa comum. A partir de 400 mg/dL a conta subestima o LDL e não deve ser usada; a diretriz de 2025 indica a equação de Martin/Hopkins, que usa um divisor variável em vez do 5 fixo, ou a dosagem direta do LDL no laboratório. Esta calculadora avisa assim que o valor informado cruza esse limite.
O colesterol não HDL é simplesmente o total menos o HDL — no exemplo acima, 150 mg/dL. Ele reúne todas as frações que empurram a aterosclerose, não só o LDL, e por isso não sofre com o problema dos triglicerídeos altos. A relação total/HDL, aqui 4,0, é um índice antigo que ainda aparece em laudos. Nenhum dos dois substitui a conversa com o médico sobre o risco real.