Percentil do peso estimado por idade gestacional, pela curva do INTERGROWTH-21st, com a tabela por semana
Com 32 semanas, a mediana do peso fetal é 1.755 g pela curva do INTERGROWTH-21st, e a faixa central, do percentil 10 ao 90, vai de 1.473 g a 2.089 g. Um feto de 1.800 g nessa idade fica no percentil 57. Percentil é posição e não nota: o percentil 50 quer dizer que metade dos fetos daquela idade pesa menos.
Com 32 semanas, a mediana do peso fetal é 1.755 g pela curva do INTERGROWTH-21st: metade dos fetos pesa menos que isso. A faixa central, do percentil 10 ao 90, vai de 1.473 g a 2.089 g. Um feto de 1.800 g nessa idade fica no percentil 57. Percentil é posição, não nota — e a curva usada no laudo do seu ultrassom pode ser outra, o que muda o número.
| Semanas | P3 | P10 | P50 | P90 | P97 |
|---|---|---|---|---|---|
| 22 | 463 | 481 | 525 | 578 | 607 |
| 23 | 516 | 538 | 592 | 658 | 695 |
| 24 | 575 | 602 | 669 | 751 | 796 |
| 25 | 641 | 674 | 756 | 858 | 913 |
| 26 | 716 | 757 | 856 | 980 | 1.048 |
| 27 | 800 | 849 | 969 | 1.119 | 1.202 |
| 28 | 892 | 951 | 1.097 | 1.276 | 1.375 |
| 29 | 994 | 1.065 | 1.239 | 1.452 | 1.569 |
| 30 | 1.106 | 1.190 | 1.396 | 1.647 | 1.783 |
| 31 | 1.227 | 1.326 | 1.568 | 1.860 | 2.016 |
| 32 | 1.357 | 1.473 | 1.755 | 2.089 | 2.266 |
| 33 | 1.495 | 1.630 | 1.954 | 2.332 | 2.529 |
| 34 | 1.641 | 1.795 | 2.162 | 2.583 | 2.800 |
| 35 | 1.792 | 1.967 | 2.378 | 2.838 | 3.071 |
| 36 | 1.948 | 2.144 | 2.594 | 3.089 | 3.335 |
| 37 | 2.106 | 2.321 | 2.806 | 3.326 | 3.582 |
| 38 | 2.265 | 2.495 | 3.006 | 3.541 | 3.799 |
| 39 | 2.422 | 2.663 | 3.186 | 3.722 | 3.976 |
| 40 | 2.574 | 2.818 | 3.338 | 3.858 | 4.101 |
Curva de referência: INTERGROWTH-21st (Stirnemann et al., Ultrasound Obstet Gynecol 2017;49:478–486). O laudo do seu ultrassom pode usar outra curva — Hadlock é a mais comum no Brasil — e o percentil muda com ela. Quem interpreta o resultado é quem acompanha a gestação.
| Semana | P3 | P10 | P50 | P90 | P97 |
|---|---|---|---|---|---|
| 24 | 575 | 602 | 669 | 751 | 796 |
| 26 | 716 | 757 | 856 | 980 | 1.048 |
| 28 | 892 | 951 | 1.097 | 1.276 | 1.375 |
| 30 | 1.106 | 1.190 | 1.396 | 1.647 | 1.783 |
| 32 | 1.357 | 1.473 | 1.755 | 2.089 | 2.266 |
| 34 | 1.641 | 1.795 | 2.162 | 2.583 | 2.800 |
| 36 | 1.948 | 2.144 | 2.594 | 3.089 | 3.335 |
| 38 | 2.265 | 2.495 | 3.006 | 3.541 | 3.799 |
| 40 | 2.574 | 2.818 | 3.338 | 3.858 | 4.101 |
Não existe um ideal: percentil é posição, não nota. A maior parte dos fetos fica entre os percentis 10 e 90, e qualquer valor nessa faixa é considerado adequado para a idade gestacional. O percentil 50 significa apenas que metade dos fetos daquela idade pesa menos. O que importa mais é a evolução entre os exames.
Abaixo do percentil 10 ou acima do 90 costuma ser o ponto em que o acompanhamento olha com mais atenção, e abaixo do percentil 3 com mais cuidado ainda. Mas isso é sinal para avaliar, não diagnóstico: entram na conta o Doppler, o líquido amniótico e o crescimento ao longo do tempo. Quem interpreta é quem acompanha a gestação.
Não. Ele quer dizer que 30 % dos fetos daquela idade gestacional pesam menos e 70 % pesam mais — está dentro da faixa central, entre 10 e 90. Muitos fetos são constitucionalmente menores e crescem bem. O que chama atenção é uma queda de percentil de um exame para o outro, não um número isolado.
É um cálculo, não uma pesagem. O aparelho mede circunferências e diâmetros do bebê e uma fórmula transforma essas medidas em gramas. A estimativa tem margem de erro de cerca de 10 % para mais ou para menos: num feto estimado em 2.000 g, isso são 200 g de incerteza.
Pela fórmula do INTERGROWTH-21st, a partir da circunferência abdominal e da cefálica; a aba “Calcular pelo ultrassom” faz isso. A fórmula de Hadlock, mais comum nos laudos brasileiros, usa também o fêmur e o diâmetro biparietal. Fórmulas diferentes dão gramas ligeiramente diferentes para o mesmo bebê.
Pela curva do INTERGROWTH-21st, a mediana com 32 semanas é 1.755 g, e a faixa central vai de 1.473 g no percentil 10 a 2.089 g no percentil 90. Com 36 semanas a mediana sobe para 2.594 g e com 40 semanas chega a 3.338 g. A tabela completa por semana está logo abaixo da calculadora.
Porque existem várias curvas de referência e elas não coincidem. No Brasil os laudos costumam usar Hadlock, de 1991; esta página usa o INTERGROWTH-21st, de um estudo internacional que publicou as equações abertamente. Nenhuma está errada — elas partem de populações diferentes, e o percentil muda com a curva.
PIG é pequeno para a idade gestacional, em geral abaixo do percentil 10. AIG é adequado, entre os percentis 10 e 90. GIG é grande, acima do percentil 90. São siglas de triagem: um feto PIG pode ser apenas constitucionalmente pequeno e estar bem, e é por isso que a sigla sozinha não fecha nada.
Aproximadamente. A margem de erro de cerca de 10 % vale também perto do parto, então uma estimativa de 3.200 g admite um nascimento entre 2.900 g e 3.500 g. Quanto maior o bebê e mais perto do termo, maior tende a ser a diferença absoluta. Por isso a estimativa serve para acompanhar a tendência, não para prever o número exato.
Percentil é posição, não nota. Um feto no percentil 50 pesa o mesmo que a mediana da sua idade gestacional: metade dos fetos daquela idade pesa menos, metade pesa mais. No percentil 30, 30 % pesam menos e 70 % pesam mais — e isso, sozinho, não é bom nem ruim. A maior parte dos fetos fica entre os percentis 10 e 90, e é fora dessa faixa que o acompanhamento costuma olhar com mais atenção.
Com 32 semanas, pela curva usada aqui, a mediana é 1.755 g, o percentil 10 está em 1.473 g e o percentil 90 em 2.089 g. Um feto de 1.800 g nessa idade fica no percentil 57.
O peso do laudo não foi medido: foi calculado a partir das medidas do ultrassom. Esta página usa a fórmula do INTERGROWTH-21st, que parte da circunferência abdominal e da circunferência cefálica. Outras fórmulas, como a de Hadlock, usam também o fêmur e o diâmetro biparietal.
Isso traz uma consequência que vale saber: a estimativa tem margem de erro de cerca de 10 % para mais ou para menos. Num feto estimado em 2.000 g, isso são 200 g de incerteza — o bastante para deslocar o percentil de forma perceptível. Por isso a evolução ao longo dos exames costuma dizer mais do que um número isolado.
Porque existem várias curvas de referência, e elas não coincidem. No Brasil a mais comum nos laudos é a de Hadlock, de 1991, construída a partir de uma população norte-americana. O INTERGROWTH-21st, usado nesta página, veio de um estudo internacional multicêntrico e publicou suas equações abertamente — foi por isso que pôde ser implementado aqui com exatidão, em vez de copiado de uma tabela de terceira mão.
Na prática: se o seu laudo traz um percentil diferente do que aparece aqui, provavelmente a curva é outra. Nenhuma das duas está errada; elas respondem perguntas ligeiramente diferentes. O que vale para o acompanhamento é a curva que a sua equipe usa.
São as siglas que aparecem nos laudos. PIG é pequeno para a idade gestacional, em geral abaixo do percentil 10; AIG é adequado, entre 10 e 90; GIG é grande, acima do percentil 90. Um feto pode ser constitucionalmente pequeno e estar perfeitamente bem, e é justamente por isso que a classificação não substitui a avaliação — ela indica onde olhar com mais cuidado, junto com o Doppler, o líquido amniótico e a evolução do crescimento.
Esta página calcula e organiza o número. Quem interpreta o resultado, decide exames e conduz a gestação é quem acompanha você.