A regra dos 70 % e a conta pelo consumo do seu carro: qual combustível sai mais barato por quilômetro
O etanol compensa quando custa menos de 70 % do preço da gasolina, porque um motor flex costuma render cerca de 70 % dos quilômetros com ele. Com a gasolina a R$ 7,00, o limite fica em R$ 4,90 por litro. Quem sabe o próprio consumo troca os 70 % pelo seu número: um carro que faz 9 km/l com etanol e 12 com gasolina tem limite de 75 %.
Com a gasolina a R$ 7,00 o etanol compensa até R$ 4,90 por litro, que é a regra dos 70 %. Quem mediu o consumo do próprio carro troca esse limite pelo seu: um flex que faz 9 km/l com etanol e 12 com gasolina tem limite de 75 %, e aí o etanol ainda vale a R$ 5,25. A conta é sempre a mesma — preço do etanol dividido pelo preço da gasolina, comparado com o quanto o carro rende com cada um.
| Gasolina (R$/l) | Etanol compensa até |
|---|
| Gasolina por litro | Carro que rende 65 % | Regra dos 70 % | Carro que rende 75 % |
|---|---|---|---|
| R$ 5,00 | R$ 3,25 | R$ 3,50 | R$ 3,75 |
| R$ 5,50 | R$ 3,58 | R$ 3,85 | R$ 4,13 |
| R$ 6,00 | R$ 3,90 | R$ 4,20 | R$ 4,50 |
| R$ 6,50 | R$ 4,23 | R$ 4,55 | R$ 4,88 |
| R$ 7,00 | R$ 4,55 | R$ 4,90 | R$ 5,25 |
| R$ 7,50 | R$ 4,88 | R$ 5,25 | R$ 5,63 |
| R$ 8,00 | R$ 5,20 | R$ 5,60 | R$ 6,00 |
No bolso, depende do preço: o etanol compensa quando custa menos de 70 % do preço da gasolina. Com gasolina a R$ 7,00, o limite fica em R$ 4,90 por litro. Para o motor de um carro flex, tanto faz — ele é homologado para qualquer proporção dos dois, e alternar é exatamente o que ele foi feito para fazer.
Divida o preço do etanol pelo preço da gasolina. Se der menos de 0,70, o etanol sai mais barato por quilômetro; acima disso, a gasolina. Com etanol a R$ 4,20 e gasolina a R$ 7,00, a razão é 60 % e o etanol compensa. A calculadora acima faz essa conta e mostra até que preço ele ainda vale.
Porque um litro de etanol tem menos energia que um litro de gasolina, e um motor flex costuma percorrer cerca de 70 % da distância com ele. Se o etanol render 70 % dos quilômetros, ele só compensa custando no máximo 70 % do preço. É uma média: carros turbo mais novos chegam perto de 75 %, motores antigos ficam abaixo.
Muda, porque o rendimento de cada combustível muda. Na estrada, com rotação constante, a diferença entre etanol e gasolina tende a ser menor do que na cidade, com paradas e arrancadas. Quem roda muito num tipo de trajeto ganha em medir o próprio consumo nesse trajeto e usar esse número no lugar dos 70 %.
Encha o tanque até o bico desarmar, zere o hodômetro parcial e rode até a próxima reabastecida, também até o bico desarmar. Divida os quilômetros rodados pelos litros que couberam. Repita com o outro combustível no mesmo tipo de trajeto e informe os dois números na calculadora acima.
Depende do carro, mas costuma ser em torno de 70 % do que o mesmo carro faz com gasolina. Um flex que rende 12 km/l com gasolina tende a fazer perto de 8,4 km/l com etanol. É exatamente essa proporção que define a partir de que preço o etanol compensa, e por isso vale medir a sua.
Não: o carro flex é homologado para rodar com qualquer proporção dos dois combustíveis. O que muda é o consumo e, em regiões frias, a partida a frio, que em modelos mais antigos depende do pequeno reservatório de gasolina. Combustível fora de especificação faz mal ao motor, mas isso vale para etanol e gasolina igualmente.
Circula muita afirmação sem respaldo claro nos dois sentidos. O que dá para dizer com segurança é outra coisa: o etanol absorve umidade, então um carro que fica meses parado com o tanque cheio de etanol merece mais atenção. Para um flex em uso regular, a escolha entre os dois é econômica, não mecânica.
A conta é a mesma, mas só vale se a moto for flex — muitos modelos são só a gasolina, e aí não há escolha a fazer. Nas motos flex o rendimento relativo do etanol costuma ficar na mesma ordem de grandeza dos carros, e o caminho seguro é medir o consumo com cada combustível antes de decidir.
Um litro de etanol tem menos energia que um litro de gasolina. Na prática, um motor flex costuma percorrer cerca de 70 % da distância com etanol em relação ao que faria com a mesma quantidade de gasolina. Daí a regra: se o etanol custar menos de 70 % do preço da gasolina, ele sai mais barato por quilômetro.
A conta é direta — divida o preço do etanol pelo da gasolina. Com etanol a R$ 4,20 e gasolina a R$ 7,00, a razão é 60 %, abaixo de 70 %, então o etanol compensa. Nesse preço de gasolina, o etanol passaria a não valer a pena acima de R$ 4,90 por litro.
O número exato depende do motor, do tipo de trajeto e até do estilo de condução. Carros mais novos com motor turbo costumam aproveitar melhor o etanol, chegando perto de 75 %; motores mais antigos ficam abaixo dos 70 %. Na estrada, com rotação constante, a diferença entre os dois combustíveis tende a ser menor do que na cidade.
Por isso a calculadora acima aceita os seus próprios números: informe quantos quilômetros por litro o carro faz com cada combustível e o limite passa a ser o seu, não a média. Um carro que faz 9 km/l com etanol e 12 com gasolina rende 75 %, e nesse caso o etanol compensa até um preço mais alto.
Encha o tanque até o bico desarmar, zere o hodômetro parcial e rode até a próxima reabastecida, também até o bico desarmar. Divida os quilômetros rodados pelos litros que couberam: esse é o consumo real daquele combustível, naquele tipo de uso. Repita com o outro combustível, de preferência no mesmo trajeto, e você terá o par de números que a calculadora pede.
Um carro flex é homologado para rodar com qualquer proporção dos dois combustíveis — alternar não é problema, é exatamente o que ele foi projetado para fazer. O que muda de verdade é o consumo e, em regiões frias, a partida a frio, que em modelos mais antigos depende do pequeno reservatório de gasolina.
Sobre etanol limpar ou estragar o motor circula muita afirmação sem respaldo claro. O que é razoável dizer: o etanol absorve umidade, então um carro que fica meses parado com o tanque cheio de etanol merece mais atenção; e qualquer combustível fora de especificação, de posto duvidoso, faz mal ao motor, seja ele qual for. Para o dia a dia de um flex em uso regular, a escolha é econômica, não mecânica.